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GNR treina cães para deteção de veneno
2015-10-12

Pela primeira vez em Portugal estão a ser constituídas equipas cinotécnicas de deteção de venenos compostas por binómios de militares da GNR e cães. Estas equipas constituem uma peça chave na estratégia delineada pelos parceiros do LIFE Imperial na luta pela erradicação do uso de venenos na natureza.

Atualmente, os elementos do Grupo de Intervenção Cinotécnico (GIC) da GNR (parceira no LIFE Imperial) estão a implementar um plano de formação nas suas instalações em Queluz, que inclui o treino dos cães e a formação dos militares. Uma vez terminada a fase de formação dos binómios serão constituídas uma equipa de supervisão e coordenação e três equipas cinotécnicas que serão distribuídas pelos comandos territoriais de Castelo Branco, Évora e Beja.

Os cães, três pastores alemães e quatro pastores belgas mallinois, chegaram em agosto, provenientes da Holanda, e desde então que estão a ser treinados. Segundo o capitão Brito do GIC, «os cães apresentam excelentes características para a função que irão desempenhar, estando a responder muito positivamente ao plano de treino. São animais fortes e com potencial para a realização de buscas que já estão a utilizar o faro na busca e a ladrar ao alvo».
Em breve o Piko, o Xico, o Yelo, o Sam, a Molly, a Suzi e a Gin, integrados nas equipas cinotécnicas, irão reforçar o contingente dedicado à luta contra o uso de venenos.

O uso de venenos em meio natural é uma ameaça à conservação da Águia-imperial-ibérica e de várias outras espécies. Apesar de não se conhecer em detalhe a atual situação referente ao uso de venenos em Portugal, regularmente surgem casos de envenenamento que indiciam o uso recorrente e territorialmente alargado desta prática ilegal muito lesiva à biodiversidade, ao ambiente e à saúde humana. Exemplo disso foi o envenenamento confirmado em 2013 de um adulto reprodutor de Águia-imperial-ibérica em plena época de reprodução.

A criação de equipas cinotécnicas permitirá à GNR melhorar a sua capacidade de fiscalização, contribuindo para controlar o uso de venenos na Natureza. Para além do efeito direto das ações de fiscalização, pretende-se alcançar também um efeito dissuasor da prática desta ilegalidade. O combate a esta ameaça envolve ainda ações de formação dos diversos intervenientes e sensibilização e educação ambiental dos cidadãos para o problema da utilização de veneno na Natureza.

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